A vida na Índia sob o olhar de uma brasileira.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Resumo das últimas semanas: Maceió, Rio Grande e USP

Oi folks! Long time no see...

Pois é, pessoal... quando eu disse que não abandonaria meu blog talvez não tivesse a noção de que fazendo 28 créditos na faculdade o tempo pra blogar ficaria escasso.

Bem, mas não esqueci do compromisso e cá estou eu pra fazer um resumo do último mês ou mais desde que saí da Índia.
Novamente fomos bem tratados pela Lufthansa, com comissárias simpáticas, ótimo serviço de bordo e uma santa telinha de entretenimento que me ajudou muito durante o segundo voo. Ali, dentre outras coisas, assisti ao show da Adele - que achei meio revoltada e bocuda por sinal, mas muito talentosa - e ao filme The Best Exotic Marigold Hotel, o qual achamos que retrata bem o jeitinho indiano de ser, exceto pelo casal trocando carícias na rua, isso nunca vimos em Agra. Lá os casais mais ousados andam de mãos dadas em público, o que deve ser bem mais normal nas grandes cidades. Não vimos isso e nem elefantes, que sempre são mostrados nos documentários sobre a Índia.

Foram aproximadamente 8 horas e meia de Delhi a Frankfurt, uma escala de poucas horas admirando os europeus bem vestidos no aeroporto, mais 11 horas e meia até o Rio, depois mais um voo até Aracajú e em seguida um ônibus (Sim, ônibus! Fizemos assim pra economizar) até Maceió, totalizando mais de 50 horas em trânsito!

Maceió é linda! Mas vale lembrar que muitas das belezas e dos passeios que se faz por lá são em outras cidades, na região. Nós ficamos no Hotel Ritz Plazamar, que não fica exatamente em frente ao mar, mas por isso oferece melhores preços. É um hotel relativamente pequeno, aconchegante e com bom atendimento.
Nosso receio de ir em julho eram as chuvas, e realmente chegamos lá num dia de garoa fina e constante, mas nos próximos dias que passamos lá tivemos sol e temperaturas ideais - melhor que o calor do verão que chega a ser desconfortável.
Nosso primeiro passeio foi com o pessoal de uma das empresas de turismo receptivo, dentre as tantas que estão por lá. Fomos às praias do Francês, Barra de São Miguel e Gunga. Naquele dia achamos a Praia do Francês a mais bonita, por conta da cor da água e dos arrecifes, mas chegamos à conclusão de que tudo depende da maré, do horário que se vai e das circunstâncias. Além dos gostos pessoais, por essa razão muitas pessoas têm opiniões bem diferentes sobre um mesmo lugar.
Passamos um dia na praia de Pajuçara, que foi ok, mas tinha muitas sujeiras na água. Nosso próximo passeio foi para Maragogi, também com uma empresa de turismo receptivo. As piscinas naturais de lá realmente são lindas, mas há um monopólio do pessoal que oferece os serviços, tornando o passeio extremamente caro. Depois, visitando as piscinas naturais de Pajuçara, vimos que não são muito diferentes das de Maragogi e o passeio é bem mais acessível. Pra mim o ponto alto da viagem foi a praia de Sonho Verde, pra onde já não se faz turismo. Pegamos instruções com o pessoal do hotel e fomos de ônibus. Lá, com os coqueiros a beira mar e número reduzido de visitantes, passamos uma romântica tarde nas deliciosas águas sob um lindo céu azul. No mesmo dia resolvemos seguir para Ilha de Crôa... sem dúvida um passeio que NÃO recomendo: a ilha está horrível. O que o pessoal vai fazer por lá é usar a estrutura do tal Capitão Nícolas - restaurante, piscina... enfim, coisas que não faço questão. Dali resolvemos partir para a praia semideserta de Carro Quebrado. Muito bonita, com as falésias fica com uma paisagem única - vale a pena conferir.
Para comer: Imperador dos Camarões. Sempre! Mal provamos outras coisas. Se quiser comer um lanche, o "xis" do Paraíso é bem gostoso. Os dois ficam próximos da tradicional feira de artesanato. Não sei bem se em Pajuçara ou Ponta Verde.

Foi bom mas acabou... chegou a hora de ir pra casa. Mas e desde quando nômade tem casa? Seguimos para a casa da sogra (literalmente) em Novo Hamburgo, RS, cidade onde vivi por um ano. A experiência no Rio Grande foi uma que sem dúvida me fez ter vontade de escrever um blog também. De lá eu não trouxe o hábito do chimarrão, mas trouxe o sotaque cantado que já tinha aprendido há muito só no convívio com o maridão. Não sei dizer o porquê, mas desta vez o Rio Grande parecia estar mais belo (algo a ver com o fato de eu estar voltando da Índia?). Bem, só sei que apreciei ainda mais o sol nos montes verdejantes do sul e a companhia da família e dos já grandes amigos que lá deixei.

Aí sim era hora de voltar pra casa. Desta vez a casa da mãe, a que foi minha casa desde o início da adolescência, onde ainda tenho meu quarto e o amor de mãe que só o amor de mãe explica. Cajamar também é muito peculiar. É daquelas cidadezinhas onde a gente cumprimenta todo mundo na rua e tem o direito de falar da vida delas também. E é daqui que eu parto quase todos os dias para a Universidade de São Paulo, mais especificamente para a Faculdade de Educação. Faz três anos que saí de lá mas parece que nunca saí. Pouquíssima coisa mudou. Os mesmos tipos, as mesmas discussões em sala... quem mudou fui eu. Não na essência, mas na maneira de ver o mundo. E, quanto a isso, vocês terão a oportunidade de ver um pouco mais durante o percurso.

Até mais ver, meus caros.
Beijos
Mari

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