A vida na Índia sob o olhar de uma brasileira.

sábado, 20 de julho de 2013

Saudade da Índia... o blog ainda está vivo!

Olá pessoal! Hoje acabou sendo um dia especial, em que singelos sentimentos e um acontecimento em especial trouxeram novamente vida ao Minha Vida...
Nunca fui daquelas pessoas que têm o dom de mobilizar grandes plateias em torno de si. Ao contrário das pessoas populares, de um milhão de amigos, sou aquela com os poucos e bons, vivendo na periferia dos modismos e do pensamento padronizado (apesar de nem sempre deixar isso em evidência). Pois bem, isso não foi diferente quando resolvi escrever meu blog, em que contei apenas com alguns poucos fiéis leitores. Mas quão especial é saber que uma pessoa, sim, apenas uma, estava vagando por esse vasto mundo virtual e se deparou com meus escritos, e por eles desenvolveu simpatia. Foi justamente o comentário dessa leitora fortuita que reacendeu o ânimo, não só desse blog, mas dos dois corações aventureiros deste meu lar, que nesse dia comum começaram a se lembrar das coisas que viveram e dos sentimentos despertos por aquele vasto país exótico, o qual deixamos já há vários meses, mas que marcou nossas vidas com impressões indeléveis. E foi a fim de recordar esses sentimentos que hoje ouvimos juntos essa música que compartilho com vocês, a qual fez parte da trilha sonora da Nossa Vida na Índia...


Essa música é parte de um dos filmes da chamada Bollywood que estava fazendo sucesso na época. É impressionante o número de produções artísticas como filmes e telenovelas, e a aceitação do público indiano pela arte local. Talvez um exemplo para nós brasileiros refletirmos um pouco?

Obrigada por passarem por aqui. Espero que a leitura dessa singela mensagem possa ter acrescentado algo de bom. Como diria uma amiga...
Paz e Bem.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Olhos azuis


Alguma vez na sua vida você já viu pessoas serem discriminadas por terem olhos azuis?
Neste documentário, a professora Jane Elliott usa uma forma inusitada, ousada e inovadora para tratar o tema da discriminação.

domingo, 16 de setembro de 2012

De indianos a indígenas

Olá pessoal. Espero que não esteja muito estranha essa história de ter um blog chamado Minha vida na Índia e postar assuntos do meu dia a dia em São Paulo.
Bem, incoerências à parte, hoje vim falar um pouco da vida em geral e principalmente da visita que fiz ontem com o pessoal da USP a uma aldeia indígena em Parelheiros, chamada Krukutu.
Essa visita estava prevista no programa da disciplina da professora Márcia Gobbi, que é formada em Ciências Sociais e faz pesquisas sobre desenhos infantis, entre outras coisas. Foi graças a ela que eu soube da possibilidade de fazer uma transferência do meu curso de pedagogia na Campos Salles para a USP. Sim, e como eu não sabia disso, imagino que outras pessoas não saibam, então aproveito pra divulgar já que foi algo bastante significativo pra mim.
Caso você esteja fazendo curso superior numa faculdade particular e tenha interesse em estudar em uma pública, há um processo de transferência externa que ocorre todos os anos. No caso da USP, a prova da primeira fase é aplicada pela FUVEST, é só entrar no site deles pra conferir os detalhes. A vantagem é que a prova é mais tranquila do que o vestibular regular e a prova engloba apenas conhecimentos relacionados à area do curso desejado.

Enfim, agora voltando à visita... Apesar de distante (aproximadamente uma hora e meia do campus do Butantã), a aldeia Krukutu  fica ainda dentro dos limites da cidade de São Paulo, e destoa completamente da paisagem urbana típica da grande metrópole. Lá fomos recebidos por uma espécie de líder na comunidade, chamado Olívio Jekupé, o qual já estudou na USP também e tem livros publicados inclusive na Itália.
A aldeia fica numa área de proteção ambiental e, pelo contato com os "brancos", já há uma influência expressiva destes na cultura da comunidade. Existe ali uma unidade básica de saúde, uma escola estadual e o CECI (Centro de Educação e Cultura Indígena). O contato com este grupo suscita questões de grande profundidade, cuja discussão caberia em meios científicos e de políticas públicas, mas aqui podemos deixar o lado humano - o contato e o olhar de respeito para com a diversidade.

Menino brincando na aldeia Krukutu. O que mais me fascinou foi como as crianças usam seus corpos de diversas maneiras, com liberdade e expressão muito menos cerceadas do que conhecemos em nosso formato de sociedade.
Açude na aldeia indígena Krukutu. Dá pra acreditar que isso é na cidade de São Paulo?
Assim como essa visita, outras experiências têm tornado este semestre na faculdade interessante e válido, mas as experiências positivas minimizam apenas um pouquinho a saudade e a dificuldade de estar longe do meu amado. Digo isso porque a situação atual tem feito com que eu reflita bastante sobre relacionamentos, e deixo pra vocês a mensagem que considero mais essencial: Não importam as circunstâncias, haverá obstáculos. E é nas horas de maior desafio que nossa fé é testada. Compreensão, amor e generosidade são a solução para muitos problemas e vale a pena o esforço de exercitar estes valores. Quem descreve com maestria tal relação é Jeffrey R. Holland, apóstolo de A Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias. Assista aqui à devocional.

Deixo meu agradecimento a todos os que torcem por nós e nos ajudam a sermos melhores de alguma forma.
Beijos com carinho
Mari

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Seguuuura Leandrão!

Fala, peãozada! Essa postagem é especialmente para homenagear o meu tio Leandro que, além de ser gente boa e sempre nos apoiar nas nossas aventuras, é uma figura ímpar. É incrível o número de coisas que ele já se meteu a fazer e levou a sério: skate, bike, hip hop, ioiô... enfim, isso que consigo me lembrar e além de ser uma pessoa super alto astral, trabalhador e pai de família de um grande coração.

Sua mais recente empreitada lhe rendeu um troféu: ganhou o terceiro lugar no concurso de berrante na Festa do Peão de Barretos 2012.

Leandro berranteiro (à esquerda) e amigos no concurso de berrante em Barretos 2012.
Deixo também uma amostrinha do que ele sabe fazer com o ioiô. Este vídeo é apenas uma brincadeirinha no fundo do quintal, mas é o único que tenho agora:


É isso aí. Parabéns, Leandro!

domingo, 2 de setembro de 2012

What's up update

Olá pessoal!

Neste fim de semana pude ter o luxo de desacelerar um pouco o ritmo, graças ao patriotismo da USP, onde não há aulas durante toda a semana que vem - chamada Semana da Pátria. Além disso a faculdade também é muito religiosa, e no primeiro semestre há a Semana Santa já prevista em calendário oficial sem aulas.
Tudo bem que vou ter que aproveitar o tempo pra estudar em casa e fazer trabalhos, mas ao menos não tenho que ir a São Paulo. Aliás, costumo passar um algodão no rosto com produto próprio para limpar a pele à noite quando chego, e a poluição de São Paulo fica mais que visível ali, só pra terem uma ideia.

Bem, pra fazer jus ao nome do blog, que ainda é Minha Vida na Índia, conto uma talvez supérflua novidade de lá: Inauguraram um KFC em Agra. Essa rede de frangos gordurosos frequentada por caminhoneiros nos EUA não me apetece nem um pouco, mas esta mesma opção na Índia é certamente bem-vinda como uma alternativa para o Pizza Hut.

Pra finalizar, o ponto alto das notícias da semana pra mim foi a garotinha escocesa que criou o blog Never Seconds criticando a má qualidade da merenda em sua escola e acabou influenciando várias outras estudantes mirins no mundo, inclusive a catarinense isadora, que criou a página Diário de Classe no Facebook, a lutar por seus direitos de uma forma super legítima e eficiente: divulgando. A Isadora conseguiu que muitas reformas fossem feitas na escola que estuda. Já a escocesa Martha acabou usando sua popularidade pra arrecadar fundos em prol de um projeto na África. Great job, girls!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Resumo das últimas semanas: Maceió, Rio Grande e USP

Oi folks! Long time no see...

Pois é, pessoal... quando eu disse que não abandonaria meu blog talvez não tivesse a noção de que fazendo 28 créditos na faculdade o tempo pra blogar ficaria escasso.

Bem, mas não esqueci do compromisso e cá estou eu pra fazer um resumo do último mês ou mais desde que saí da Índia.
Novamente fomos bem tratados pela Lufthansa, com comissárias simpáticas, ótimo serviço de bordo e uma santa telinha de entretenimento que me ajudou muito durante o segundo voo. Ali, dentre outras coisas, assisti ao show da Adele - que achei meio revoltada e bocuda por sinal, mas muito talentosa - e ao filme The Best Exotic Marigold Hotel, o qual achamos que retrata bem o jeitinho indiano de ser, exceto pelo casal trocando carícias na rua, isso nunca vimos em Agra. Lá os casais mais ousados andam de mãos dadas em público, o que deve ser bem mais normal nas grandes cidades. Não vimos isso e nem elefantes, que sempre são mostrados nos documentários sobre a Índia.

Foram aproximadamente 8 horas e meia de Delhi a Frankfurt, uma escala de poucas horas admirando os europeus bem vestidos no aeroporto, mais 11 horas e meia até o Rio, depois mais um voo até Aracajú e em seguida um ônibus (Sim, ônibus! Fizemos assim pra economizar) até Maceió, totalizando mais de 50 horas em trânsito!

Maceió é linda! Mas vale lembrar que muitas das belezas e dos passeios que se faz por lá são em outras cidades, na região. Nós ficamos no Hotel Ritz Plazamar, que não fica exatamente em frente ao mar, mas por isso oferece melhores preços. É um hotel relativamente pequeno, aconchegante e com bom atendimento.
Nosso receio de ir em julho eram as chuvas, e realmente chegamos lá num dia de garoa fina e constante, mas nos próximos dias que passamos lá tivemos sol e temperaturas ideais - melhor que o calor do verão que chega a ser desconfortável.
Nosso primeiro passeio foi com o pessoal de uma das empresas de turismo receptivo, dentre as tantas que estão por lá. Fomos às praias do Francês, Barra de São Miguel e Gunga. Naquele dia achamos a Praia do Francês a mais bonita, por conta da cor da água e dos arrecifes, mas chegamos à conclusão de que tudo depende da maré, do horário que se vai e das circunstâncias. Além dos gostos pessoais, por essa razão muitas pessoas têm opiniões bem diferentes sobre um mesmo lugar.
Passamos um dia na praia de Pajuçara, que foi ok, mas tinha muitas sujeiras na água. Nosso próximo passeio foi para Maragogi, também com uma empresa de turismo receptivo. As piscinas naturais de lá realmente são lindas, mas há um monopólio do pessoal que oferece os serviços, tornando o passeio extremamente caro. Depois, visitando as piscinas naturais de Pajuçara, vimos que não são muito diferentes das de Maragogi e o passeio é bem mais acessível. Pra mim o ponto alto da viagem foi a praia de Sonho Verde, pra onde já não se faz turismo. Pegamos instruções com o pessoal do hotel e fomos de ônibus. Lá, com os coqueiros a beira mar e número reduzido de visitantes, passamos uma romântica tarde nas deliciosas águas sob um lindo céu azul. No mesmo dia resolvemos seguir para Ilha de Crôa... sem dúvida um passeio que NÃO recomendo: a ilha está horrível. O que o pessoal vai fazer por lá é usar a estrutura do tal Capitão Nícolas - restaurante, piscina... enfim, coisas que não faço questão. Dali resolvemos partir para a praia semideserta de Carro Quebrado. Muito bonita, com as falésias fica com uma paisagem única - vale a pena conferir.
Para comer: Imperador dos Camarões. Sempre! Mal provamos outras coisas. Se quiser comer um lanche, o "xis" do Paraíso é bem gostoso. Os dois ficam próximos da tradicional feira de artesanato. Não sei bem se em Pajuçara ou Ponta Verde.

Foi bom mas acabou... chegou a hora de ir pra casa. Mas e desde quando nômade tem casa? Seguimos para a casa da sogra (literalmente) em Novo Hamburgo, RS, cidade onde vivi por um ano. A experiência no Rio Grande foi uma que sem dúvida me fez ter vontade de escrever um blog também. De lá eu não trouxe o hábito do chimarrão, mas trouxe o sotaque cantado que já tinha aprendido há muito só no convívio com o maridão. Não sei dizer o porquê, mas desta vez o Rio Grande parecia estar mais belo (algo a ver com o fato de eu estar voltando da Índia?). Bem, só sei que apreciei ainda mais o sol nos montes verdejantes do sul e a companhia da família e dos já grandes amigos que lá deixei.

Aí sim era hora de voltar pra casa. Desta vez a casa da mãe, a que foi minha casa desde o início da adolescência, onde ainda tenho meu quarto e o amor de mãe que só o amor de mãe explica. Cajamar também é muito peculiar. É daquelas cidadezinhas onde a gente cumprimenta todo mundo na rua e tem o direito de falar da vida delas também. E é daqui que eu parto quase todos os dias para a Universidade de São Paulo, mais especificamente para a Faculdade de Educação. Faz três anos que saí de lá mas parece que nunca saí. Pouquíssima coisa mudou. Os mesmos tipos, as mesmas discussões em sala... quem mudou fui eu. Não na essência, mas na maneira de ver o mundo. E, quanto a isso, vocês terão a oportunidade de ver um pouco mais durante o percurso.

Até mais ver, meus caros.
Beijos
Mari

sábado, 14 de julho de 2012

Retrospectiva II

Na Índia tem de tudo...


Tem Mc Donald's com parte da cozinha reservada apenas pra alimentos vegetarianos...

Tem cabeleireiro...

Tem lugar pra passar as roupas...

Tem dromedário decorado dividindo a estrada com os carros na maior pompa...

Tem um grupo de búfalos atravessando a rua e até um vaidoso que posa pra foto :)

Agora pra encerrar segue a foto que na minha opinião é a mais hilária... dispensa comentários. Ou melhor, comentem e digam se esta também foi sua escolhida ou se alguma outra chamou mais atenção:








Hehe... Vou terminando por aqui. Talvez esta seja a última postagem diretamente da Índia em um bom tempo. Obrigada a todos os que me acompanharam nesta viagem. Estão prontos para o próximo destino? Maceió, Brasil! Vamos?